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Foto de uma cidade à noite com luzes ligadas para ilustrar o conceito de Internet of Things

Como a Internet das Coisas vai mudar as cidades?

Por Mary Catherine O’Connor

Não basta revolucionar o sistema de transportes com aplicativos e conveniências, precisamos conectar a cidade inteira. Essa é a Internet das Coisas, que permite que os equipamentos urbanos conversem entre si, e farão com que, em um futuro próximo, carros se movam sozinhos, semáforos sejam ajustados de acordo com o trânsito, seu lixo seja tirado quando está cheio e você seja avisado que o trajeto do seu ônibus mudou.

Quem sabe disso muito bem é a Uber, que inaugurou em 2016 seu próprio centro de tecnologia avançado – o Uber Advanced Technologies Center – em Pittsburgh, em parceria com a Carnegie Mellon University (CMU), que estabelece uma ligação forte entre a startup e Instituto de Robótica da universidade.

Por agora, o trabalho é mais focado em mapeamento e segurança, mas há boatos de que a Uber está pesquisando maneiras de substituir sua frota de motoristas por carros automatizados, que dispensam condutor e são controlados pelo smartphone do cliente.

O rumor fica ainda mais forte quando lembramos que a Uber é investida pela Google Ventures, que financia carros autônomos. Isso sem falar na própria Tesla, que já realiza testes em veículos sem motorista.

Mas enquanto ainda não podemos pedir um carro que dirige sozinho pelo celular, outros veículos e a cidade ao nosso redor ficam cada vez mais inteligentes.

Wi-Fi em todos os pontos da cidade

Semáforo na cidade para ilustrar o conceito de Internet of Things no transporte

Um exemplo de está no coração de Portugal. A Veniam, com sede na Califórnia, junto ao Google, criou uma rede Wi-Fi que conecta mais de 400 ônibus, 150 táxis e uma frota de caminhões de lixo na cidade de Porto.

Tudo começou em 2005, quando os fundadores da empresa, João Barros, Robin Chase, Roy Russel e Susana Sargento, uniram-se para criar o Veniam Netrides Wi-Fi, um roteador que cria uma rede municipal de internet sem fio.

Não só os passageiros podem aproveitar a internet durante os trajetos, como os próprios veículos e a estrutura de telecomunicação da cidade têm acesso à rede, sem quebra de conexão. Você poderá assistir vídeos, fazer chamadas no Skype ou trabalhar naquele projeto sem problemas.

Mais que conveniências, a integração do sistema fará com que tudo seja conectado e seguro: scanners de bilhetes, volante do motorista, sistema de anúncio público e câmeras de vigilância.

Assim funciona, nas palavras de João:

“O dispositivo Netrider é mais que um roteador. Ele fala com todos esses dispositivos de comunicação e é um elo ativo na rede. E também gerencia dados com muito cuidado. A outra coisa que o nosso IP determina é se os dados precisam ser enviados agora ou podem ser armazenados em cache. Os ônibus têm de enviar a sua posição a cada poucos segundos, para suporte em tempo real de aplicativos de rastreamento de ônibus, mas também precisamos ler a velocidade do veículo, diagnóstico de bordo e todos esses dados podem ser armazenados localmente. Ao invés de enviá-los via rede celular, que é cara, ele espera até o ônibus estar ao alcance de um ponto de acesso Wi-Fi”.

Lixo conectado

Lixeira revestida de madeira para ilustrar o conceito de Internet of Things na coleta de lixo

A Veniam também executa um programa piloto de coleta de lixo em Porto. Houve a implementação de sensores e módulos de comunicação em latas de lixo, que indicam a taxa de preenchimento. Daqui a alguns anos, você não precisará tirar o lixo em alguns dias da semana. Na cidade, quando sua lata estiver cheia, um veículo de coleta passará, incluindo pontos de reciclagem.

Empresas como Enevo e BigBelly já utilizam a tecnologia e provam a eficiência da cidade conectada, em que a partir de uma única rede, todos os serviços ficam mais inteligentes, e dão resultado:

“A cidade do Porto estima que vai economizar 25% dos seus custos para coleta de resíduos, quando implantar isso em grande escala”.

– João Barros, CEO da Veniam

Ok, talvez demore bastante até que a prefeitura da sua cidade adote todas essas inovações, mas você pode começar a discussão comentando aqui 😉

Mary Catherine O'Connor, jornalista do Internet of Things

Mary Catherine O’Connor é editora do Internet of Things Journal e ex-repórter do RFID Journal.

Com informações de RFID Journal.

Imagens via Pexels, StockSnap.io e Ebay.

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